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Acântara/Belém

ALCÂNTARA / BELÉM | O Presidente da República sabe o que faz. Há vários motivos para que a sua residência oficial se situe em Belém: o rio, o Mosteiro dos Jerónimos, a Torre de Belém e os pastéis de Belém. De Alcântara a Belém a vista é a mesma, o rio Tejo. Alcântara deriva do árabe al-qantara, cujo significado ("ponte") dá sentido à imponente Ponte 25 de Abril que liga Lisboa à Margem Sul. Nesta zona da cidade, que chegou a ser no início do século passado um dos bairros republicanos que conspiravam contra a monarquia, a diversão é garantida.

As Docas de Alcântara (vulgarmente conhecidas como Docas) constituem um pólo de diversão (restaurantes, bares e discotecas) que ocupa a área de antigas fábricas e armazéns. Já ninguém se lembra de como era Lisboa antes de se poder beber um cocktail à beira rio. A não perder: "Speakeasy" com música Jazz ao vivo(Cais das Oficinas, armazém 115 (Rocha do Conde de Óbidos), "Espalha Brasas" carne grelhada(Doca de Santo Amaro, Armazém 9) e o "Op Art Café" com os melhores DJ's de House Music na(Doca de Santo Amaro).

A Torre de Belém (considerada Património da Humanidade desde 1983) foi construída como homenagem ao padroeiro da cidade S.Vicente, no lugar onde esteve ancorada a Grande Nau. A torre situa-se na margem direita do rio e é um monumento a visitar. Era inicialmente cercada por água por todo o lado, mas hoje faz parte de terra. Símbolo máximo do estilo Manuelino em Portugal, tem influências islâmicas e orientais. Não deixe de visitar o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos, o Jardim Botânico Tropical, o Museu da Marinha, o Museu da Electricidade e o Museu dos Coches (com uma das mais impressionantes colecções de coches do mundo). Se tiver filhos, leve-os ao Planetário Calouste Gulbenkian. É diversão (e educação) na certa.

Mas Belém não é só História. E prova disso é o Centro Cultural de Belém, na Praça do Império (projecto arrojado de arquitectura de Vittorio Gregotti e Manuel Salgado) com uma das programações culturais mais ecléticas de toda a cidade e pais, ao nível do que de melhor se faz pela Europa (o Museu Berardo - museu de arte contemporânea, por exemplo). Prove os famosos pastéis de Belém na Fábrica original (Rua de Belém). Há várias salas, repletas de fantásticos azulejos, com muitos lugares e muitos empregados sempre atarefados.

Campo D'Ourique/Amoreiras

CAMPO D'OURIQUE / AMOREIRAS | Campo de Ourique é um bairro com vida própria no coração de Lisboa. Zona de habitação de classe média-alta e com grande tradição de comércio, é considerado um dos bairros da cidade com melhor qualidade de vida.
Aqui não vai ser difícil ver pessoas a cumprimentarem-se, famílias a passear e a fazer compras. Políticos, artistas e jornalistas escolhem Campo de Ourique para viver e conviver. Situado entre as Amoreiras, a Estrela e os Prazeres, Campo de Ourique não fazia parte do centro de Lisboa até ao século XVIII.

Inicialmente resumia-se a uma encosta ventosa onde vivam os operários das fábricas de Alcântara. As ruas de Campo de Ourique estão repletas de lojas, cafés, pastelarias, consultórios e escritórios. Os dois eléctricos, o 25 (Alfândega/Campo de Ourique) e o 28 (Martim Moniz/Campo de Ourique), tornam a mobilidade mais fácil e dão um certo charme. Para perceber o ambiente do bairro, faça um percurso pelos cafés mais antigos: "A Tentadora" (Rua Ferreira Borges 1), "Ruacaná" (Rua Almeida Sousa 31 A/B) e "O Canas" (Rua Saraiva Carvalho 145 A/B). Indispensáveis são as visitas à Igreja do Santo Condestável, da autoria de Vasco Regaleira e ao Mercado de Campo de Ourique, onde não vai resistir à chocolateira "Mercado Chocolate" (Rua Coelho da Rocha).

Para os amantes de vinho, há o paraíso "A Garrafeira de Campo de Ourique" (Rua Tomás Anunciação 29 A). E uma vez que as lojas gourmet estão em expansão nesta zona, deixe-se seduzir pela "Oil&Vinegar" ( Rua 4 de Infantaria 29) e Portugal Rural (Rua Saraiva de Carvalho 115 R/C). A zona das Amoreiras é uma extensão natural de Campo de Ourique. O símbolo do bairro é o "Amoreiras Shopping Center", inaugurado 1985. O centro comercial destacou-se desde o início pela sua arquitectura arrojada, da autoria de Tomás Taveira. Chegou mesmo a receber os prémios Valmor e Municipal de Arquitectura em 1993. As melhores marcas têm aqui as suas lojas. A dois passos, aproveite para visitar o Jardim das Amoreiras ou Jardim Marcelino Mesquita, idealizado pelo Marquês de Pombal e o reservatório Mãe d´Água das Amoreiras (Praça das Amoreiras 10).

Estrela/Lapa

ESTRELA / LAPA | Em Lisboa, a Lapa e a Estrela são sinónimo de história e classe. Muitas das famílias mais tradicionais da cidade têm aqui as suas casas. Zonas de habitação, por excelência, muito centrais, não deixam de ter um comércio activo. No bairro da Estrela, há um Jardim e uma Basílica que o vão deixar impressionado. A Basílica (construída no século XVIII), situada no Largo da Estrela reúne os estilos barroco e neoclássico. A cúpula e a fachada (com duas torres gémeas e estátuas de santos e outras figuras) são um dos postais de Lisboa. Está aberta todos os dias, até às oito da noite.

Mesmo em frente à Basílica: o Jardim da Estrela (ou Jardim Guerra Junqueiro). Bananeiras, jacarandás e plátanos, guarda-rios, pavões e cisnes. E um silêncio musical num dos mais elegantes jardins da capital. Pensado à imagem dos jardins românticos ingleses, o Jardim da Estrela alberga o mais antigo coreto de ferro forjado em Lisboa. É um excelente espaço para ler um livro, correr ou tomar uma bebida. Se tiver um computador portátil, trago-o consigo. Há Internet sem fios grátis. Os transportes são muitos. Há autocarros (9, 20, 22 e 38) e eléctricos (25 e o famoso 28).

A instituição da Lapa como freguesia remonta ao ano de 1770. Mais de dois séculos depois, é aqui que se encontra grande parte das Embaixadas de outros países em Portugal: China, Irlanda, Países Baixos, Reino Unido e Suécia são algumas delas.

Neste bairro, tem-se a sensação de se estar numa Lisboa antiga, em que há tempo para tudo. Não perca o restaurante “A Padaria da Lapa” (Rua de São Félix, 33 A), a “Casa de Chá da Lapa” (Rua do Olival, 8), um espaço elegante já histórico, frequentado por muitas figuras da elite lisboeta. Para relaxar, aproveite o “Spa Lapa Palace” (Rua do Pau de Bandeira, 4). Para uma noite de fados, está no sítio certo. O “Sr. Vinho” (Rua do Meio à Lapa, 18) é um restaurante/casa de fados aberto desde 1975. Bacalhau à Sr. Vinho, Cabrito Assado no Forno e Lombo de Porco com Arroz Árabe e Frutos Tropicais são apenas três das especialidades da casa. Quando se fizer silêncio é porque um dos fadistas da casa vai cantar. Maria da Fé, António Zambujo e Aldina Duarte são presenças constantes. Garantimos-lhe que é uma selecção de ouro.

Santos | Design District

SANTOS DESIGN DISTRICT | Naquela que foi em tempos uma zona industrial, fixaram-se progressivamente artistas, espaços de formação e lojas em que a criatividade é a palavra-chave. Santos, junto ao Rio Tejo, encostado ao Cais do Sodré, torna-se ano após ano um bairro de tendências. Em Dezembro de 2006, perante a evidência de estar transformado no “bairro do design”, agentes económicos (algumas das mais importantes lojas de design da capital) uniram-se e criaram o Santos Design District: uma marca com projecção nacional e internacional que pretende dinamizar o bairro. Sem excessos e com elegância.

As escolas de design, arquitectura, audiovisual, joalharia são várias: ETIC, IADE, UAL. Os ateliers de arquitectura e design, empresas de publicidade e produção audiovisual também se fixaram aqui. E depois, há as lojas: Vitra, Kartell, Boffi e Bulthaup estão representadas em Santos.

Outro dos motivos de afluência de pessoas a Santos é a sua vida nocturna. Na Avenida 24 de Julho (uma das maiores e mais conhecidas avenidas de Lisboa), há bares e discotecas porta sim, porta não. A animação é garantida no “Xafarix”, com música ao vivo (Rua Dom Carlos I, 69), no “Kubo” Bar (Rua da Cintura), no “Urban Beach”, no "Estado Líquido" - grande sushi lounge com DJ (Largo de Santos 5 A); Se gosta de Thai e lugares alternativos, conheça o "Café Malaca", no Clube de Remo de Lisboa (cais do gás, armaz´wm H, 1º) e no “Mao” (Avenida 24 de Julho, 116). A discoteca “Kapital” (Avenida 24 de Julho, 68) é um dos espaços nocturnos mais frequentados de Lisboa. A entrada pode ser bastante disputada, mas uma vez passada a porta a música faz esquecer a espera.

No teatro “A Barraca” (Largo de Santos, 2) para além de ver teatro, pode tomar uma bebida. A varanda é especialmente convidativa no Verão. No teatro, realizam-se concertos, recitais de poesia e milongas (maratonas de tango argentino aos domingos). Aos Domingos também pode visitar a Feira de Coleccionismo no Mercado da Ribeira (Avenida 24 de Julho).

Em Santos, visite ainda o Museu Nacional de Arte Antiga com o seu jardim e restaurante com esplêndida vista de Rio (Rua das Janelas Verdes), o Museu da Marioneta (no Convento das Bernardas, Rua da Esperança, 146) e o Jardim Nuno Álvares ou Jardim dos Santos, um oásis de densa flora.

Rato

RATO | O Largo do Rato é uma zona central de Lisboa e onde se combinam vários cruzamentos e caminhos distintos. Desde 1948 que esta zona é designada como Largo do Rato a história remonta ao século XVII quando Luís Gomes de Sá e Menezes, cuja alcunha era Rato, deu a sua alcunha ao convento, ao sítio e ao arruamento que ali se situavam (atualmente funciona apenas a Igreja que pertencia ao Convento).

Em 1881, a Câmara de Lisboa decide alterar o nome para Rua do Rato. Mais tarde, com a implementação da República, em 1910, a zona passa a ser designada de Praça do Brasil e por fim, em 1948 regressa ao seu topónimo original.

Esta zona histórica que fica a uma curta distância da Estrela, do Príncipe Real e das Amoreiras, oferece - num percurso que se faz a pé - uma enorme variedade de pastelarias e restaurantes, desde os de comida tradicional portuguesa, até aos italianos, indianos ou de fast-food. Nas redondezas encontram ainda lojas, supermercados e mini-mercados. Por outro lado no Rato passam variadíssimos autocarros e desde 1997 que existe uma estação de metro o que permite chegar a qualquer ponto da cidade – como o Chiado ou o aeroporto – em apenas alguns minutos.

Príncipe Real

PRÍNCIPE REAL | O Príncipe Real é uma das zonas nobres da cidade. Pequenos palácios, casas charmosas, jardins com História. Junto ao Bairro Alto, entre a Rua da Escola Politécnica e a Rua de São Bento, o Príncipe Real destaca-se pela calma e elegância. O Jardim do Príncipe Real é o Ex Líbris do bairro. Há uma razão: um enorme cedro-do-Buçaco com 20 metros de diâmetro. No século XV, esta zona chamava-se Alto da Cotovia. Um século mais tarde era a lixeira do Bairro Alto.

Apenas em 1830 a Câmara Municipal de Lisboa transformou o entulho numa praça com um jardim romântico. Em 1859 era designada por Praça do Príncipe Real. Nos anos 50 do século XX já estava concluída a construção do Reservatório de Água da Patriarcal que além de abastecer o jardim fazia a ligação com alguns chafarizes de Lisboa: Século, Loreto e S. Pedro de Alcântara.

O jardim (com 1,2ha de área) é inspirado no gosto romântico inglês. No seu centro destaca-se um grande lago com repuxo. A designação oficial do jardim é, desde 1915, Jardim França Borges, em homenagem ao jornalista republicano.

Há outros jardins a descobrir nesta zona. O Jardim Botânico e o Jardim da Praça das Flores, por exemplo. Este último parece saído de um quadro. No Verão é um local fresco e as esplanadas são irresistíveis.

Não deixe de visitar a Igreja das Mercês (ou de Jesus), Igreja de Nossa Senhora da Conceição dos Cardais, o Museu Nacional de História Natural e a Casa Museu Amália Rodrigues (Rua de São Bento 191-193). Se é um apaixonado por antiguidades desça a Rua de São Bento. Não se vai desiludir. Há lojas com preços para todas as bolsas.

Se é um amante de teatro, não precisa de sair do bairro. O Teatro da Politécnica (Rua Escola Politécnica, 56) e o Teatro da Cornucópia (Rua Tenente Raúl Cascais, 1 A) são excelentes opções. Os transportes são fáceis. O metro do Rato fica a 5 minutos. Deixe-se encantar pelo Príncipe Real e sinta-se um rei... ou uma rainha.

Bairro Alto

BAIRRO ALTO | O Bairro Alto tem outro estatuto: é o “Bairro”. E isso chega-lhe para atravessar os anos desde meados de 1980 como uma das zonas antigas mais alternativas da cidade. É aqui que tudo se passa. Galerias de arte, bares, lojas. De dia é um bairro típico com pequenas mercearias, escolas de arte e lojas que já não se encontram no resto da cidade. À noite é a zona das novas tendências, da música, da dança e da moda. Como em qualquer capital europeia. Construído no fim do século XVI, o Bairro Alto é uma pequena área delimitada a oeste pela Rua do Século, a este pela Rua da Misericórdia, a norte pela Rua D. Pedro V e a sul pela Rua do Loreto e Largo do Calhariz. Do Bairro fazem parte as freguesias da Encarnação e Santa Catarina.

Durante o século XIX e parte do século XX, muitos jornais e tipografias tinham aqui as suas instalações. Daí os nomes de ruas como Rua Diário de Notícias ou Rua do Século. Este bairro foi sempre frequentado por escritores e jornalistas e durante muito tempo foi olhado com desconfiança devido à prostituição e à abundância de tascas. Hoje os artistas continuam a preferir o bairro e os vidros duplos tornam tudo mais simples para quem vive por aqui.

No Bairro Alto vai encontrar todo o tipo de pessoas, e todo o tipo de oferta. Restaurantes italianos, marroquinos, indianos e tailandeses são verdadeiras tentações e se procurar bem há sempre novidades. Relativamente à cozinha portuguesa, rica, e de influências mediterrânicas, experimente um dos melhores restaurantes de Lisboa, o "Pap’Açorda" (R.Atalaia, 57), ou outros tradicionais mais simples, tais como o "1º de Maio" (R.da Atalaia, 8), a "Tasca do Manel" (R.Barroca, 24) ou o "Bota Alta" (tv.Queimada, 35).

Se quiser perder a cabeça nas compras, tem muito por onde escolher: "Agência 117" (Rua do Norte, 117), "Aleksandar Protihch" (Rua da Rosa, 114) ou "Fátima Lopes" (Rua da Atalaia, 36). Para se divertir noite dentro, descubra o "Clube da Esquina" (Rua da Barroca, 30-32), o "Frágil" (Rua da Atalaia, 126) ou o "Purex Club" (Rua das Salgadeiras, 28). A novidade é que a maioria dos espaços nocturnos fecha às duas da manhã e no dia seguinte as ruas estão mais limpas do que era costume até há poucos meses. Subir ao Príncipe Real, descer à Bica ou ao Chiado vai ser óptimo, mas o Bairro Alto vai sempre parecer-lhe mais seu, o seu Bairro.

Santa Catarina/Bica

SANTA CATARINA / BICA | A freguesia de Santa Catarina nasceu em 1559, numa área correspondente à encosta que vai do Príncipe Real à Boavista. Pode pensar-se que ainda é Chiado, Bairro Alto ou S. Bento. E, sim, é um pouco de tudo isto. Santa Catarina é sobretudo uma zona histórica. A Calçada do Combro, eixo que atravessa o bairro, exibe fachadas antigas e ricas.

Em Santa Catarina, há palácios que foram transformados em escolas artísticas, igrejas, conventos. Os palácios são inúmeros. O Palácio Pombal (Rua do Século, 65-93), onde funciona hoje a Escola Superior de Dança, o Palácio Braamcamp (Pátio do Tijolo, 25), o Palácio Marim Olhão (Calçada do Combro esquina com a Rua do Século) são apenas alguns exemplos. Repare na Igreja de Santa Catarina (Paulistas), na Calçada do Combro e no antigo Convento dos Caetanos, actual Conservatório Nacional, na Rua dos Caetanos. Aqui é provável que oiça música clássica na rua, durante a manhã. As aulas da Escola de Dança do Conservatório Nacional de Dança (Rua João Pereira Rosa, 22) propagam-se pelo ar. É, no mínimo, romântico. Artistas não faltam em Santa Catarina.

Faça uma viagem no Ascensor da Bica. Desde 1892, ele sobe e desce entre S. Paulo e o Calhariz. É muito útil se quiser ver o rio mais de perto. No que diz respeito à restauração, o bairro prima pela variedade. Os restaurantes tradicionais são vizinhos dos restaurantes da moda. Nuns ou noutros, vai ser bem servido: “Príncipe do Calhariz” (Calçada do Combro 28/30), “Adega das Mercês” (Travessa das Mercês, 2), ambos de comida típica portuguesa e "Be Gold", o restaurante trendy (Rua da Rosa, 153). Um dos mais originais Institutos de Beleza de Lisboa, situa-se em Santa Catarina, mais precisamente na porta 14 D da Rua da Rosa. No “Dress Up” o conceito é “fast make up”, ou seja, em dez minutos (cinco euros) arranja-se o cabelo e faz-se uma maquilhagem para uma festa. Também há roupa e calçado.

À noite, siga o exemplo daqueles que começam a trocar a animação do Bairro Alto pela Bica. O "Funicular", onde todos os empregados e Dj’s são actores e o "Bicaense" (Rua da Bica Duarte Belo, 44 e 42 A, respectivamente) são apenas dois dos espaços mais frequentados. E porque em Lisboa uma das melhores coisas são as vistas, o Miradouro de Santa Catarina, conhecido por Adamastor, merece a sua visita. Junto ao miradouro, no "Noobai Café", vai passar as melhores tardes da sua vida. O terraço é muito agradável e o Rio Tejo parece um cenário de filme. Prove as saladas, tostas e chás. À sexta-feira e sábado fecha à meia-noite.

Chiado

CHIADO | Vir a Lisboa e não ir aoChiado é como ir a Roma e não ver o Papa. Numa frase, o Chiado é onde a história e a urbanidade de Lisboa se encontram. Esta zona turística da capital começa no café "A Brasileira", na Rua Garrett. Inaugurado em 1905, este café é um dos postais de Lisboa. Na esplanada encontrará as mais diferentes tribos urbanas e uma estátua de Fernando Pessoa que oferece o colo para as fotografias dos turistas. Ao lado, duas igrejas lembram as desaparecidas torres da Porta de Santa Catarina. A Igreja do Loreto, erguida em 1528 pelos italianos que viviam em Portugal, foi parcialmente destruída pelo terramoto de 1755, mas foi posteriormente recuperada e é um dos locais a visitar no Chiado. A Igreja da Encarnação, inaugurada em 1708, foi também atingida em 1755 e reerguida mais tarde. Mas o Chiado tem mais do que duas igrejas para ver...

A Praça Luís de Camões, a que qualquer lisboeta chamará Largo Camões, não é só local de passagem. Sente-se nas escadinhas do monumento ao poeta e aprecie a vida que o Chiado tem. Mas não vá embora do Chiado sem perguntar pelos teatros. O Teatro Municipal de São Luiz foi um dos primeiros cinemas de Lisboa. Hoje é um teatro municipal com uma programação rica e variada. Espreite também o Teatro da Trindade e a ópera no Teatro S. Carlos.

Esta é uma das melhores zonas da cidade para fazer compras. Vai encontrar lojas de marcas internacionais (Hermès e Hugo Boss, por exemplo) e de estilistas portugueses como José António Tenente, StoryTailors ou Alves/Gonçalves. Não será difícil cruzar-se com figuras públicas, sobretudo artistas. Há várias escolas de formação artística nesta zona, como a Faculdade de Belas Artes. Mesmo que não seja um perito, arrisque-se no Museu do Chiado - Museu Nacional de Arte Contemporânea (Rua Serpa Pinto, 4).

Preste atenção à estrada, o movimento nos passeios é sempre muito e os eléctricos estão sempre a passar. Está em Lisboa, e Lisboa não pára!

Cais do Sodré

CAIS DO SODRÉ | O Cais do Sodré foi durante décadas uma zona de prostituição e de marinheiros. Paredes meias com os barcos que atravessavam o Tejo, os bares assumem nomes da Europa do Norte - como "Copenhaga", "Oslo" ou "Roterdão" - onde os marinheiros assistiam a striptease. Esses bares ainda hoje existem, mantiveram a decoração, os varões mas os tempos antigos mudaram.

A Rua Nova do Carvalho é hoje o ponto de encontro de milhares de jovens que rumam ao Cais do Sodré para se divertirem. Novos espaços como a "Pensão do Amor", antiga pensão com quartos alugados à hora e que serviam outros propósitos, é hoje um dos bares e espaços ligados à arte mais procurados da cidade. Toda a recuperação da zona foi pensada e a verdade é que Lisboa ganhou mais um lugar diferente, com espaços para todos os gostos e idades. A decoração e recuperação da pensão do amor, é um excelente exemplo do que aqui falamos, com um ar burlesco e típico de outros tempos.

O Cais do Sodré é hoje uma zona imperdível se vier visitar Lisboa. A Rua Rosa, como é hoje simpáticamente chamada, já que para a inauguração de todos os novos espaços e tornada pedonal, o alcatrão foi simbolicamente colorido a rosa, é um dos maiores e actuais ex-libris da cidade. Zona frequentada por artistas das mais variadas artes, pode optar por jantar ou apenas ir beber um copo e dançar. Outro dos espaços que não deve deixar de visitar é o bar/café "Sol e Pesca", também inagurado recentemente. Aqui poderá provar algumas das melhores conservas portuguesas. Antigo espaço de venda de artigos de pesca, é hoje um dos melhores locais para belíssimos petiscos ligados à cultura gastronómica nacional, espaço visitado no final de 2011 pelo autor do programa de gastronomia, Anthony Bourdain, "No Reservations".

A par das recentes inaugurações há ainda a visitar o "Bar da Velha Senhora". Mas o Cais do Sodré é um meelting point incrível, um misto de gerações, de culturas, de linguas que se ouvem falar no meio do burburinho da rua. Clubes nocturnos como o "Musicbox", há ainda os clássicos "Tóquio" e "Jamaica" sempre com longas filas à porta ou o "Europa". Dificil é escolher, aqui descobre-se a cada porta que entra, o mundo numa rua sem haver jetlag. Aproveite!

Av. Novas/Saldanha

AV. NOVAS / SALDANHA | A zona das Avenidas Novas é uma das mais privilegiadas de Lisboa. Estas avenidas ligam ao centro de Lisboa, sendo constituídas por edifícios premiados, por zonas de escritórios e de comércio. O Parque Eduardo VII, no prolongamento da Av. da Liberdade, apesar da sua posição, está mais associado às Av. Novas é um dos grandes jardins de Lisboa. A grande vertente relvada que se estende por vinte e cinco hectares foi aberta no princípio do século XX e destinava-se ao prolongamento da Avenida da Liberdade.

No canto noroeste do parque, no local de uma antiga pedreira de basalto, encontra-se a Estufa Fria, com uma diversidade de plantas exóticas, riachos, cascatas, palmeiras e trilhos, fúcsias, arbustos em flor e bananeiras e a Estufa Quente com plantas luxuriantes, lagos e cactos bem como aves tropicais. Perto das estufas encontra-se um lago com grandes carpas e um parque para as crianças brincarem, com a forma de um galeão.

No topo norte avista-se o Monumento ao 25 de Abril inaugurado em 1997, realizado por João Cutileiro, e alvo de muita polémica pela sua forma, seguido pelo Jardim Amália Rodrigues que homenageia a diva portuguesa do fado.

A Feira do Livro de Lisboa realiza-se anualmente na zona central do Parque. No topo do Jardim encontra-se o El Corte Inglês, Ex Libris espanhol para as compras mais diversas e 14 salas de cinema.

Descendo em direcção à Praça de Espanha, pode observar-se o bonito Palácio Palhavã, actual Embaixada de Espanha, e em frente um dos pólos culturais de Lisboa: a Fundação Calouste Gulbenkian. Esta foi criada pelo legado do arménio filantropo Calouste Gulbenkian, que deixou os seus bens a Portugal sob forma duma fundação. Além dos magníficos jardins, pode visitar os Museus de Arte Moderna e de Arte Antiga ou de assistir a um dos vários espectáculos de dança, música e outras artes.

Quando se vai ao Saldanha, percebe-se imediatamente que se está numa capital europeia. Edifícios de vários andares, trânsito intenso, estudantes e trabalhadores apressados. As lojas e as marcas de todo o mundo, os restaurantes mais sofisticados, os centros comerciais. Destes, os mais conhecidos são, sem dúvida, o Atrium Saldanha, o Saldanha Residence, o Dolce Vita (antigo Monumental) e o mais antigo e pequeno, o Imaviz. São todos centros comerciais feitos a pensar nas pessoas, sem os exageros das grandes áreas comerciais das periferias. Num deles, há inclusive música ao vivo. Para os apreciadores de piano, as compras tornam-se muito mais fáceis. O Saldanha é assim: pequenos detalhes de luxo e modernidade.

A praça Duque de Saldanha - uma homenagem ao militar, político e estadista português - é o centro desta área da cidade que consegue conjugar na perfeição a Lisboa do início do século XX e a Lisboa do século XXI.

Em termos de transportes não podia estar mais bem servido. Há inúmeros autocarros da Carris para toda a cidade e há o metro (Linha Amarela) a ligar Odivelas ao Rato, e (Linha Encarnada) S. Sebastião à Alameda.

Baixa

BAIXA | Comece por subir o Elevador de Santa Justa (Largo do Carmo / Rua do Ouro) e estará na baixa de Lisboa, que é como quem diz: agora sim, bem vindo a Lisboa! A baixa de Lisboa, ou Baixa Pombalina, é o cartão de visita da cidade de Lisboa. Passear pela baixa é reviver o século XVIII. Toda esta área foi reconstruída depois do Terramoto de 1755 pelo Marquês de Pombal. As ruas paralelas e perpendiculares criam uma malha quase perfeita. Os prédios, todos semelhantes entre si, parecem cenografia. Em muitos aspectos, a reconstrução da Baixa foi pioneira: os sistemas anti-sismo e a rede de esgotos são exemplo disso. Hoje, esta zona da cidade é uma zona de comércio e serviços por excelência, ponto de encontro de lisboetas e turistas.

A Rua Augusta tem um ritmo muito acelerado, sobretudo durante o dia. É aqui que se fazem as compras (há lojas para todas as bolsas). Pode almoçar numa das esplanadas, comprar flores, assistir a espectáculos de rua. No fim da Rua Augusta verá o Arco Triunfal como passagem para a Praça do Comércio (ou Terreiro do Paço) - 36.000m² de uma majestosa praça construídos com o intuito de reafirmar o poder do Rei D. José I. Tão impressionante quanto a praça é o Rio Tejo mesmo em frente. Do Cais das Colunas a vista não deixa ninguém indiferente.

Na Baixa, consegue encontrar cafés e restaurantes agradáveis, a bons preços… e autênticos. O “Café do Gelo” (Praça D.Pedro IV, 64) é um exemplo de um café que atravessou o tempo e que se actualizou. A pastelaria é variada e não o vai deixar ficar mal. Também se servem refeições. Um pouco mais à frente (nos números 24 e 25) encontra-se o “Café Nicola”,  cuja alcunha “Academia” deixa adivinhar que foi, em tempos, ponto de encontro de intelectuais e artistas. É, sem dúvida, um tesouro preservado no coração da capital. Do outro lado da praça, a enorme esplanada ao estilo parisiense é da "Pastelaria Suiça". Renda-se.

Renove o guarda-roupa e a casa. As sugestões são inúmeras: para malas e carteiras “J&J” (Rua da Prata, 134-136), para chapéus “Chapelarias Azevedo" (Praça D.Pedro IV, 69 e 72) para coisas da casa “Soho Interiores” (Rua da Madalena, 216). Se procura a companhia de um livro, espreite a “Oficina do Livro” (Praça D.Pedro IV, 23) ou o “Círculo de Leitores” (Rua do Ouro, 224). Na Rua do Ouro (como o nome deixa adivinhar) há uma enorme concentração de ourivesarias e joalharias. Em algumas vale a pena entrar só para apreciar a decoração.  Termine a noite em grande no Teatro Nacional D. Maria II, a grande casa do teatro em Lisboa. Porque a história da cidade se constrói todos os dias e a arte o ajuda a fazer parte dela.

 

Sé/Castelo

SÉ / CASTELO | A Sé e o Castelo ocupam uma reduzida área da cidade, mas são um mundo para quem se deixar apaixonar. Aqui quase se ouve bater o coração de Lisboa. Estamos num dos pontos mais centrais da capital. Faça uma viagem no eléctrico 28 e desça junto ao miradouro de Santa Luzia ou suba a pé, passando pela Sé Catedral de Lisboa. Vai valer a pena.

Após a tomada de Lisboa, em 1147, D. Afonso Henriques mandou destruir uma mesquita já existente, para sobre ela construir a igreja matriz. Esta foi mais tarde elevada a catedral metropolitana por D. João I. A Sé Catedral é o símbolo maior da arquitectura românica na cidade e merece uma visita demorada. Os residentes e turistas cruzam-se durante todo o dia, na zona do Castelo. Vai encontrar grupos de pessoas com máquinas fotográficas a tiracolo e senhoras a estender a roupa nas janelas ou a regar flores.

O Castelo foi uma das áreas atingidas pelo terramoto de 1755, mas reconstruída de forma quase espontânea. Em 1938-1940, as obras empreendidas no castelo tornaram-no num símbolo da nacionalidade e identidade portuguesas. Passe pelo Arco de S. Jorge, a Praça das Armas e os vestígios medievais da Antiga Casa do Governador da guarnição do Castelo, ainda antes de entrar no castelo. Maravilhe-se com as vistas sobre a cidade e o rio Tejo. Mesmo em frente ao portão, do outro lado da rua do Chão da Feira, encontra lojas de vinhos e de lembranças. Há esplanadas com menus em inglês e francês, tascas típicas e mercearias antigas com caixotes de fruta à porta. Não se admire de ver andaimes em prédios em reconstrução. O tempo não perdoa.

Para almoçar ou jantar não se preocupe. Os restaurantes "Divina Sedução" (Rua Augusto Rosa 4), "Clube de Fado" (Rua São João da Praça 92/94) e "Marquês da Sé" (Largo Marquês do Lavradio 1) são excelentes opções. Nos dois últimos, ouve-se fado. Se preferir sons mais alternativos suba ao primeiro andar da Rua dos Bacalhoeiros 125. Com sorte assiste a um concerto da próxima banda da moda. No "Espaço Evoé" (Rua das Canastras 40) você é o artista. Há cursos de música, teatro e dança e uma agenda cheia de espectáculos. Recordações da cidade, encontra-as na "Coisas com História" (Rua Augusto Rosa 9). Os doces tradicionais, esperam por si bem perto "n’A Arte da Terra" (Rua Augusto Rosa 40).

Alfama

ALFAMA | Alfama está para Lisboa como Amália Rodrigues está para o fado, é imprescindível. Não se vive a experiência de Lisboa sem passar por aqui. Não vale a pena esconder: as ruas vão ser estreitas e desordenadas, os cheiros vão ser diversos, os barulhos vão confundir-se com o som da guitarra portuguesa, mas o encanto é mesmo esse. A autenticidade e espontaneidade do bairro vão seduzi-lo num minuto. Esqueça a cidade e aventure-se!

Alfama é, para além do eterno vencedor do concurso de marchas populares de Lisboa, um dos bairros mais antigos e típicos. Aqui a influência árabe é clara. A começar pelo nome "Alfama" que deriva de al-hamma (banhos ou fontes). Com a presença muçulmana, definiram-se duas zonas: uma zona aristocrática (Alfama do Alto) dentro da Cerca Moura e outra mais popular (Alfama do Mar), uma espécie da arrabalde. A influência cristã alargou os limites destas zonas. No entanto, hoje ainda se sente o ambiente do Casbah com ruelas, arcos e escadarias. Em Alfama, vai sentir-se numa pequena aldeia. Conversar com os vizinhos, ir à mercearia ou à taberna, ouvir fado e ver o Tejo. Tudo é possível aqui.

Os miradouros das Portas do Sol e de Santa Luzia são os que lhe oferecem as vistas mais incríveis da cidade. Mesmo por cima do bairro, encontra o Castelo de São Jorge, a fortaleza era o palácio real até ao século XVI e a colina de São Vicente. Se é um apaixonado por arte sacra, não passe ao lado da Igreja de Santo Estêvão e da Igreja de São Vicente de Fora. E quando vir o Chafariz de El-Rei vai perceber a fama do bairro no que diz respeito a fontes. Qualquer visita deve ser feita a pé. Os carros não circulam por muitas ruas e os eléctricos deixam muitos recantos por conhecer. Porque o fado vibra e faz vibrar em Alfama, entre no número 1 do Largo do Chafariz de Dentro. Aqui pode ficar a conhecer toda a história da música mais portuguesa de todas. É o Museu do Fado.

Se vir um edifício com uma fachada repleta de saliências, não estranhe, é a famosa Casa dos Bicos. Em Alfama, há muitos restaurantes que podem oferecer excelentes refeições. O "Santo António de Alfama" (Beco de São Miguel, 7) e o "Malmequer Bemmequer" (Rua de São Miguel, 23-25) assim como as casas de fado "Clube de Fado" (Rua São João da Praça, 92-94), "Parreirinha de Alfama" (Beco do Espírito Santo, 1) ou "Dragão de Alfama" (Rua Guilherme Braga, 8), são boas opções. No Verão, aproveite as várias esplanadas, tais como o "Páteo 13" para umas óptimas sardinhas. Porque a Estação de Santa Apolónia é mesmo ali a dois passos chegar e partir de Alfama não podia ser mais fácil. E uma coisa está garantida: vão recebê-lo de braços abertos, ou de olhos fechados... Silêncio, que se vai cantar o fado.